Rainha Nzinga

Nzinga Mbandi Ngola

"Quando Nzinga Mbandi Ngola (1581-1663) ascende ao poder, negoceia com os portugueses um pacto de não agressão a troco da venda regular de escravos e a conversão ao Cristianismo, edificando um estado mercantilista que se tornou uma base importante de exportação de escravos no tráfico Atlântico.  Na literatura colonial e pós-colonial, a Rainha Nzinga torna-se uma heroína de resistência quando repudia o pacto com os portugueses, renunciando ao Cristianismo, quando estes iniciam trocas comerciais com uma tribo rival. As tropas da Rainha ajudam os holandeses na ocupação de Luanda entre 1641 e 1648. “Porém, em carta dirigida ao Governador de Luanda e datada de 1655, a Rainha Nzinga, ou Dona Ana Sousa, como consta no seu nome de baptismo, queixa-se das muitas falsas promessas do Rei português e das autoridades em Luanda, que a sujeitam a constantes ataques, obrigando-a a viver como foragida, sem a sua gente poder estabelecer e permitir o nascimento de crianças. Dona Ana Sousa acaba por assinar um tratado de paz com os portugueses em 1659, que lhe permitiu reinar com uma certa paz até à data da sua morte, a 17 de Dezembro de 1663, sendo a sua devoção à fé Cristã nos seus últimos de vida exemplar.”1" (GOMES, 2010)


1 LEMMENS, Harry, De Vorst, De Soldaat en de Reiziger: vier eeuwen Portugal –Angola, Atlas, 2007, p. 181.

Bibliografia

GOMES, Aida (2010). "História, identidade e afro-descendência". Buala (online). 
 
LIENHARD, Martín (2005). O mar e o mato, Luanda, Editorial Kilombelombe. 
 
SWEETMAN, David (1984). Grandes Mulheres da História Africana, Lisboa, Editora Nova Nórdica.
 
Governo Geral de Angola (1937). Catálogo do documentário coligido pela comissao de Luanda para a Exposiçao Histórica da Ocupaçao a realizar em Lisboa, em 1937. Luanda, Imprensa Nacional.
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