Ulli Beier

«Na rede informal de mediadores, patronos ou mecenas que durante os anos 60 tiveram uma intervenção determinante nos domínios da formação de artistas e da sua divulgação, o alemão Ulli Beier (n. 1922 - activo na Nigéria até 1967, depois na Papua Nova Guiné) teve o papel mais influente, para além de uma intensa acção nas áreas da literatura e da poesia oral africanas.

Em 'Art in Nigeria 1960' (Cambridge University Press, 1960), Beier responde, no ano da independência, às alegações que preponderavam entre os apreciadores da “arte africana tradicional”, segundo as quais “África só produziu arte interessante enquanto a organização tribal estava intacta... Os artistas modernos africanos têm treino europeu e são maus, porque se limitam a copiar a Europa em vez de 'se voltarem para as suas próprias tradições'”. Através de exemplos locais, Beier mostra que “a situação é bem mais complexa do que isso; que em África novas formas de arte evoluiram independentemente do ensino e da influência europeia; que a arte tradicional não morreu, como muita gente pensa; que ao artista intelectual africano não se pode simplesmente pedir para “voltar” às suas tradições...” (pág. 4, Introdução).» REVISAR Bibliogr

Bibliografia

POMAR, Alexandre, África, anos 50/60, 12.02.2011

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